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A iniciativa coloca a operação brasileira entre as referências globais da companhia em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), ao mesmo tempo em que reforça a importância estratégica do País na cadeia mundial de suporte e manutenção de equipamentos médicos. O modelo desenvolvido localmente busca prolongar a vida útil de aparelhos utilizados em hospitais e clínicas, reduzindo a necessidade de substituições prematuras, minimizando o descarte de materiais eletrônicos e diminuindo a demanda por novos recursos produtivos.
Segundo
João Paulo de Souza, diretor-executivo da GE HealthCare, a sustentabilidade ocupa hoje uma posição estratégica nos negócios da companhia e orienta iniciativas que combinam eficiência operacional, inovação e geração de valor para clientes e sistemas de saúde. “A sustentabilidade está diretamente ligada à forma como geramos valor para nossos clientes, para os sistemas de saúde e para a sociedade. Quando conseguimos prolongar a vida útil de equipamentos essenciais, reduzimos impactos ambientais, evitamos desperdícios e, ao mesmo tempo, contribuímos para tornar a assistência médica mais eficiente e acessível”, afirmou o executivo. A operação brasileira é baseada em processos de reparo e reaproveitamento de componentes que permitem recuperar equipamentos e peças que, em muitos casos, seriam descartados.
Apenas em 2025, os reparos geraram US$ 4,9 milhões em economia.
Outros US$ 3 milhões vieram da operação conhecida internamente como Harvest, voltada ao reaproveitamento de componentes, enquanto os equipamentos recondicionados responderam por mais US$ 3,9 milhões. A expectativa da companhia é atingir aproximadamente US$ 7 milhões anuais apenas em reparos de peças até o final de 2027.
Para Souza, o diferencial da iniciativa está na combinação entre engenharia local e visão de longo prazo. “O Brasil tem demonstrado uma enorme capacidade de desenvolver soluções inovadoras com impacto global. Nossa equipe local conseguiu criar tecnologias e processos que hoje servem de referência para outras operações da companhia. Isso mostra que a inovação sustentável pode nascer em mercados emergentes e gerar benefícios para toda a organização”, garantiu.
Um dos principais exemplos dessa estratégia é um projeto voltado ao reparo de amplificadores de tensão utilizados em equipamentos médicos. Com investimento de aproximadamente US$ 200 mil, engenheiros brasileiros desenvolveram um sistema de testes considerado pela empresa o mais avançado e seguro para essa aplicação. Antes da implementação da tecnologia, diversos componentes precisavam ser enviados para manutenção em outros países.
Com a capacidade instalada no Brasil, a companhia passou a realizar todo o processo localmente, reduzindo significativamente as emissões associadas ao transporte internacional. Segundo a empresa, somente essa iniciativa evita a emissão de cerca de 100 toneladas de carbono por ano. Além dos ganhos relacionados ao carbono, o programa também apresenta resultados relevantes na gestão de resíduos eletrônicos.
Em 2024, a companhia evitou o descarte de aproximadamente 15,5 toneladas de materiais. Em 2025, outras 10 toneladas foram reaproveitadas, elevando para 25 toneladas o volume total de resíduos recuperados nos dois anos. A operação de Harvest se tornou um dos pilares dessa estratégia.
O processo consiste na recuperação de componentes que podem ser reutilizados em equipamentos instalados em hospitais e centros médicos, reduzindo a necessidade de fabricação de novas peças. “Os princípios da economia circular são fundamentais para o futuro da indústria da saúde. O reaproveitamento responsável de componentes permite reduzir custos, preservar recursos naturais e ampliar a disponibilidade de equipamentos para os clientes. É uma solução que gera ganhos em todas as etapas da cadeia”, disse Souza.
O executivo destaca ainda que muitas peças críticas para equipamentos médicos já dependem dos programas de reparo e reaproveitamento para continuar disponíveis no mercado. “Sem iniciativas como essas, haveria uma pressão muito maior para a substituição antecipada de equipamentos.
Isso representaria mais custos para instituições de saúde e um impacto ambiental significativamente superior. Nosso objetivo é justamente ampliar a vida útil desses ativos de forma segura e optimizado”, afirmou.
A relevância do Brasil dentro da estrutura global da companhia também está associada ao avanço dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Em 2025, a GE HealthCare destinou US$ 1,26 bilhão a atividades de inovação, desenvolvimento tecnológico e criação de novas soluções para o setor de saúde. Paralelamente, a empresa vem fortalecendo sua presença nas áreas de inteligência artificial e saúde digital por meio de aquisições estratégicas.
Nos últimos três anos, a companhia concluiu operações envolvendo empresas como Intelerad, MIM Software e icometrix, ampliando sua atuação em análise de imagens médicas, softwares clínicos e plataformas baseadas em nuvem. Os investimentos refletem o momento de crescimento da companhia. Em 2025, a GE HealthCare registrou lucro líquido de US$ 2,084 bilhões, avanço de 4,6% em relação aos US$ 1,993 bilhão registrados em 2024.
Para 2026, a empresa projeta crescimento adicional, com expectativa de expansão entre 7,9% e 12,3% no lucro ajustado por ação. Para João Paulo de Souza, a combinação entre inovação tecnológica, transformação digital e sustentabilidade continuará sendo uma das principais alavancas de crescimento da empresa nos próximos anos. “O futuro da saúde exige soluções cada vez mais inteligentes, conectadas e sustentáveis. Nossa estratégia está focada justamente em integrar essas três dimensões.
Queremos ampliar o acesso à tecnologia médica, melhorar a eficiência dos sistemas de saúde e reduzir nossa pegada ambiental ao longo de toda a cadeia de valor”, acrescentou Souza. Deixe um comentário O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com Comentário Nome E-mail Outras notícias Indiana ManageEngine afirma que só 14% das empresas têm maturidade para adotar IA Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; A tecnologia só transforma a saúde quando há médicos muito bem preparados Tensão diplomática com EUA e Argentina eleva preocupação do setor produtivo Leia Mais Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; Natura é condenada pela Justiça por litigância de má-fé e manipulação de IA Edtech UpMat alcança 4 milhões de estudantes e projeta crescer 43% em 2026 ASSINE NOSSA NEWSLETTER E FIQUE POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO MERCADO Quer receber notícias pelo Whatsapp ou Telegram?
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