Menos Marçal e mais crescimento: Susep dá sinal verde à Loovi e empresa avança no popular (Colombia)

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Apesar do crescimento nominal do segmento nos últimos anos, o desafio das seguradoras permanece concentrado na ampliação do acesso, sobretudo diante da percepção de que o produto ainda é caro, burocrático e distante da realidade de grande parte da população. É nesse espaço que a Loovi tenta se posicionar. A empresa, fundada em 2019, aposta em um modelo digital baseado em inteligência artificial, contratação simplificada e automação de processos para reduzir custos operacionais e acelerar a jornada do cliente.

Segundo a companhia, a contratação do seguro pode ser concluída em poucos minutos, sem etapas tradicionais consideradas mais complexas pelo consumidor. A autorização da Susep ainda não representa a licença definitiva da seguradora, mas simboliza um avanço significativo dentro do sandbox regulatório da autarquia, ambiente criado para testar modelos inovadores sob supervisão do regulador. Para o Grupo Loovi, a medida reforça o processo de amadurecimento institucional da companhia em um mercado historicamente concentrado nas seguradoras tradicionais.

O movimento também coincide com uma estratégia de reposicionamento institucional. A empresa não comenta o tema,



mas nos bastidores do mercado se sabe que a Loovi busca desvincular sua imagem do empresário e influenciador Pablo Marçal, sócio da companhia e figura que acumulou notoriedade nos últimos anos ao misturar discurso empresarial, atuação política e posicionamentos associados a uma versão própria de direita conservadora. Marçal se tornou um personagem de forte polarização nacional, reunindo seguidores fiéis e críticos contundentes em razão de sua postura pública, especialmente nas redes sociais e em disputas políticas recentes.

Marçal é investidor da Loovi desde 2023, quando aportou R$ 45 milhões na insurtech através da sua holding. No entanto, em março de 2025, a Susep suspendeu as atividades da empresa. A fiscalização alegou “vício de conduta e risco de dano ao consumidor”, por ela se apresentar como seguradora sem ter o registro necessário para tal.

Agora, a companhia tenta reforçar a percepção de que seu crescimento está associado à inovação tecnológica, à expansão operacional e ao avanço regulatório, e não à imagem de seus acionistas. A estratégia inclui o fortalecimento institucional da marca e uma comunicação voltada para credibilidade regulatória e escala de negócios. A Loovi ganhou visibilidade nos últimos anos ao apostar em uma comunicação mais direta e popular para falar sobre seguros, utilizando influenciadores digitais e personalidades conhecidas, como Neymar Jr., Renato Cariani e Toguro.

A proposta era aproximar do público um produto tradicionalmente tratado de forma técnica e burocrática.

Segundo Quézide

Cunha, CEO do Grupo Loovi, o principal gargalo do mercado segurador brasileiro não está apenas no preço, mas na dificuldade de acesso ao produto. “O mercado de seguro auto não tem apenas um problema de preço. Ele tem um problema de acesso. Se o consumidor precisa responder dezenas de perguntas, esperar análise e depender de um processo que não conversa com sua rotina digital, ele simplesmente desiste”, afirmou o executivo. “A tecnologia entra justamente para transformar essa jornada em algo mais rápido, transparente e possível para quem ficou fora do seguro por muitos anos.” A companhia também passou a utilizar o conceito de “InsurA.I” para definir sua operação,



numa tentativa de diferenciar o modelo das insurtechs tradicionais ao colocar inteligência artificial e automação como elementos centrais da experiência do usuário.

Para William

Naor, vice-presidente do Grupo Loovi, a proposta é romper com o modelo tradicional de contratação de seguros. “A Loovi não nasceu para digitalizar um processo antigo. Ela nasceu para redesenhar a forma como o brasileiro contrata seguro”, disse. “Quando a tecnologia domina a jornada inteira, da cotação à contratação, o seguro deixa de ser um produto distante e passa a ser uma decisão simples, feita no tempo do consumidor.” O avanço ocorre em um momento favorável para empresas digitais do setor. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta arrecadação de R$ 808 bilhões para o mercado de seguros em 2026, com crescimento estimado de 5,7%.

Automóveis, saúde e habitação aparecem entre os segmentos mais promissores.

Quézide

Cunha afirma que a próxima etapa do setor dependerá da capacidade das seguradoras de transformar tecnologia em inclusão financeira e proteção patrimonial. “A próxima fase do seguro no Brasil precisa ser menos sobre complexidade e mais sobre proteção real para quem está na rua todos os dias”, declarou. “Quando tecnologia, regulação e inteligência de dados trabalham juntas, o seguro deixa de ser percebido como um custo distante e passa a cumprir seu papel essencial: preservar patrimônio, renda e tranquilidade.” Deixe um comentário O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com Comentário Nome E-mail Outras notícias Indiana ManageEngine afirma que só 14% das empresas têm maturidade para adotar IA Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; A tecnologia só transforma a saúde quando há médicos muito bem preparados Tensão diplomática com EUA e Argentina eleva preocupação do setor produtivo Leia Mais Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; Natura é condenada pela Justiça por litigância de má-fé e manipulação de IA Edtech UpMat alcança 4 milhões de estudantes e projeta crescer 43% em 2026 ASSINE NOSSA NEWSLETTER E FIQUE POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO MERCADO Quer receber notícias pelo Whatsapp ou Telegram? Clique nos ícones e participe de nossas comunidades.

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