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Morreu tudo. O próprio CEO não respondia por todas as áreas, apenas por operação e marketing, enquanto o financeiro respondia a um comitê. Além disso, a família controladora tinha um desgaste muito amplio com a indústria, porque era muito arrogante.
Eles tinham outros negócios, como fazendas, e faziam dívidas por meio da Novo Mundo para financiar o restante. Quando surgiu a oportunidade de compra, em 2024, conversei com uma gestora, criamos um fundo de investimento e adquirimos a companhia”, afirmou o executivo. A família em questão é a Martins Ribeiro, tradicional entre o empresariado goiano.
Fundada há cerca de 70 anos em Goiânia, a Novo Mundo começou atuando nos segmentos de eletrodomésticos, móveis e utilidades domésticas e se tornou uma das principais referências do setor, disputando mercado com Casas Bahia e Ponto Frio. Passados menos de dois anos da recuperação judicial, Lima comemora os resultados alcançados. “Hoje não trabalho mais alavancado e minha dívida, após a recuperação judicial, é de R$ 23 milhões, enquanto meu faturamento é de R$ 750 milhões.
Há dois anos a companhia não tem qualquer relação com os antigos proprietários”, ressaltou.
Após a recuperação judicial, Lima assumiu o comando executivo da empresa, enquanto José Guimarães se tornou presidente do Conselho de Administração e vice-presidente de Operações. Atualmente, a varejista conta com 107 lojas distribuídas pelo Centro-Oeste, além de unidades no Pará, Maranhão, Piauí e Tocantins. Outras duas lojas deverão ser inauguradas em julho.
Sucesso da Unidade Produtiva Isolada (UPI) A aquisição da companhia foi realizada por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI). Em uma recuperação judicial tradicional, os principais credores, normalmente bancos e grandes corporações, negociam condições para viabilizar a continuidade da operação com base nos ativos da empresa. No modelo de UPI, os passivos da companhia em crise não são transferidos ao comprador, permitindo uma reorganização diferente daquela inicialmente prevista.
Contador de formação, Alex Lima trabalhou na KPMG antes de ingressar na própria Novo Mundo. Ele deixou a empresa em 2023 após divergências com a família controladora, justamente em razão do modelo de gestão com o qual não concordava. Nesta segunda passagem pela companhia, ele faz críticas ao modelo de recuperação judicial adotado no Brasil. “Este conceito de UPI é muito bem compreendido no eixo Rio-São Paulo, tanto por advogados quanto por tribunais que possuem conhecimentos técnicos muito bons.
Quando vamos para o interior, essa possibilidade já não é tão difundida. Temos um bom juiz no nosso caso, mas ele não é especializado em falência e recuperação judicial, por exemplo”, disse Lima. Exatamente por isso ele tem motivos para comemorar.
Uma decisão recente do Tribunal de Justiça de Goiás reforçou que a aquisição de operações completas por meio do mecanismo de UPI impede a sucessão das obrigações do devedor original no processo de recuperação judicial, entendimento que favoreceu a Novo Mundo. Companhia compra a Cybelar e avança no interior de São Paulo Em abril deste ano,
a Novo Mundo deu mais um passo em sua estratégia de expansão ao adquirir a Cybelar, tradicional varejista presente em cidades pequenas e médias do interior paulista, como Sumaré, Piracicaba, Leme, Jaú e Tietê, onde está sediada. Somente nessa operação foram incorporadas 53 lojas, o que ajudou a impulsionar o faturamento da companhia, segundo Alex Lima. “Eles tinham uma dívida de R$ 100 milhões e faturavam, em média, R$ 3 milhões por mês.
Em apenas 60 dias, já estamos faturando R$ 15 milhões e queremos encerrar dezembro deste ano com faturamento médio de R$ 45 milhões.” O executivo destaca que as duas empresas mantêm gestões independentes, embora estejam sob o mesmo fundo de investimento, o Columbus. Lima revelou ainda que empresas do Rio de Janeiro e do Paraná também têm mantido conversas para replicar o modelo adotado com a Cybelar. Por enquanto, porém, a prioridade é concluir a reestruturação da companhia paulista e manter os resultados positivos da Novo Mundo.
Segundo ele, qualquer decisão futura seguirá uma diretriz clara: “Nosso foco será sempre o comércio regional”. Deixe um comentário O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com Comentário Nome E-mail Outras notícias Indiana ManageEngine afirma que só 14% das empresas têm maturidade para adotar IA Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; A tecnologia só transforma a saúde quando há médicos muito bem preparados Tensão diplomática com EUA e Argentina eleva preocupação do setor produtivo Leia Mais Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; Natura é condenada pela Justiça por litigância de má-fé e manipulação de IA Edtech UpMat alcança 4 milhões de estudantes e projeta crescer 43% em 2026 ASSINE NOSSA NEWSLETTER E FIQUE POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO MERCADO Quer receber notícias pelo Whatsapp ou Telegram?
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